O pesadelo virou um sonho
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Decimo Segundo Capítulo! O FINAL!
A noite longa, pode-se dizer que não durou muito. Eu já estava pronta para o final e já estava farta de sofrer, então decidi arriscar tudo.
Eu conheço bem demais o Castiel, todos os seus defeitos, todas as suas qualidades, os seus gostos e viver com ele durante este tempo pode-se dizer que me fez ficar a conhecer algo muito além da máscara.
A cada dia que passava eu tinha a certeza do que sentia-a, eu amava-o, correção eu amo-o com todas as minhas forças, ele está lá quando eu preciso, ele dá-me força e vontade de viver e viver cada vez mais, ele dá-me vontade de aproveitar cada momento perto dele, de desfrutar de cada recordação, de cada segundo, de cada sentimento, de cada toque, de cada cheiro, de toda a minha vida!
Eu perdi o meu irmão, o meu maior apoio, a minha maior base e o sonho que eu vivia naquele tempo foi quebrado, foi transformado no piar momento da minha vida e tudo me fez querer termina-la. Quando me mudei para cá, quando conheci o Castiel, quando o descobri, percebi que a minha vida.voltava a ganhar cor, eu voltava a ter vida, voltava a aproveita-la e voltava a AMAR.
O Castiel estava abraçado a mim, passamos assim a noite toda, sem discussões como costumava ser, eu abri lentamente os olhos e raios de luz adentravam o quarto, bem como uma pequena brisa, as minhas pernas estavam enroscadas no vestido e eu sentia algo quente, mas ao mesmo tempo duro contra as minhas costas.
Virei-me completamente e fiquei frente a frente com um Castiel a dormir sem camisola, ele estava com os cabelos todos bagunçados e com cara de santo, então imaginem lá a fofora desta figura.
Ele apertou a mão contra as minhas costas e puxou-me ligeiramente para ele, olhei-o e ele continuava a dormir, como via que ele não me ia largar tão fácil, comecei a fazer desenhos com as mãos no peito e cantava baixinho "Kiss me slowly" dos Parachute.
Devem ter passado uns dez minutos ou talvez mais, mas eu não parava de percorrer o peito e barriga dele com as mãos, sempre a cantar.
Estava tão entretida a contar, pode-se dizer assim, os abdominais dele, mas sou despertada por um suave movimento no meu cabelo, ele estava acordado e não precisava de o olhar para saber, encostei a testa no peito dele e continuei a contar abdominais.
-O meu corpo interessa-te assim tanto?
-Phef! Olha lá ó convencido, tu achas que és quem?
Permaneci na mesma posição, não me mexi nada, continuava apenas a passar os dedos pela barriga dele. Ele ri-se e a barriga dele contrai-se.
-6 ou talvez 8. Não, seis de certeza.
-O que são seis?
-Os teus abdominais. - levanto a cabeça para olhar para aquele rosto que ainda coberto pelo sono, parecia inocente, os olhos negros dele prendiam-me completamente a ele. -Porquê? Não me digas que achavas que eram mais?
-Na verdade nunca me deu na telha de contar!
Ele aproxima-se ligeiramente rouba-me um beijo e senta-se na cama. Enterro a cabeça na almofada dele, sentindo a forte presença dele ali, o cheiro dele impregnado na minha querida e companheira de todas as dores, almofada, ele deita-se por cima das minhas costas, colocando a cabeça no meu ombro e sussurra-me.
-E agora?
-Não sei!
-Mas eu sim. Aceitas namorar comigo e aproveitas o momento.
Levantei a cabeça da almofada admirada, com o que ele tinha dito.
-Na-Namorar?
-Sim, na-mo-rar!
Soletrou a palavra namorar e voltou a sentar-se levando-me com ele, que agarrei a almofada com muita força.
-Não, a minha almofadinha. Cheira tão bem!
Ele riu-se da minha atitude, tirou-me a almofada o que me fez ficar chateada e beijou-me.
-Tens aqui algo com esse cheiro, que a partir deste momento podes aproveitar 24 horas por dia, ofertas limitadas ao stoque existente.
Ele abriu os braços com um sinal convidativo e um sorriso malicioso na cara.
Eu abracei-o, com força e ele retribuiu pousando o queixo sobre a minha cabeça.
-Espero que haja, stoque para mim.
-Sempre, mas sempre vai haver stoque para ti!
-Mas é claro! A peça original é minha e só minha.
Afastei-me dele e beijei-o, assim ficamos, juntos, felizes enquanto podemos, e isso é agora e para sempre, porque como eu disse a peça original é minha e só minha, e eu não gosto de partilhar, mesmo nada!
FIM!
Decimo Primeiro Capítulo!
KATE: Correu-te bem a noite?
CASTIEL: Não deve ter corrido tão bem como a tua! - manteve a cara inexpressiva e sentou-se na ponta do sofá. Eu sabia o que ele queria dizer com aquilo, mas não sei se era de ter bebido um bocadinho mais que o normal ou não. Estiquei-me no sofá de maneira a que os meus pés ficassem muito perto dele e comecei-me a descalçar com os meus pés, o que fez o meu vestido subir um pouco.
Com a minha movimentação o Castiel olhou para mim e acho que corou depois de ter colocado os olhos no meu vestido.
KATE: Castiel, faz-me uma massagem nos pés? Andar de saltos uma noite inteira cansa!
CASTIEL: E tu julgas que eu sou o quê? Massagista?
KATE: Não sei bem! Por acaso tens mais cara de quem está a morrer de ciúmes.
Recostei-me no sofá para ser capaz de ver a cara dele.
A cara que ele antes desviava agora encarava-me. Ele começou a aproximar-se de mim, com o joelho fez com que eu afasta-se ligeiramente as pernas para ele se puder apoiar com os joelhos, as mãos colocou-as sobre o sofá ao lado do meu peito, abaixou a cabeça e sussurrou-me ao ouvido.
CASTIEL: Deves-te achar muito importante!
Eu sentia a respiração dele contra a minha pele, o que fez com que pequenos arrepios me percorresem o corpo todo. O meu coração batia a mil com a aproximação repentina e parecia que me ia saltar fira do corpo a qualquer instante.
KATE: Eu não acho, eu sou importante.
Castiel passou os lábios dele desde o meu ouvido até ao canto dos meus lábios, eu fechei lentamente os olhos e fiquei ofegante.
CASTIEL:Achas que eu não reparei, que não tiras-te os olhos de cima de mim, o concerto todo.
Eu começava a ser tomada por um sentimento esquisito, não como aquele, quando o Castiel me deu o colar, ou me deixou chorar no ombro dele, um sentimento forte, de proteção, este sentimento de agora era o que mais parecia desejo e intensificou-se quando ele me começou a dar pequenos beijos no pescoço, passando perto do colar que ele me tinha dado, voltando para perto do ouvido.
KATE: Fogo Castiel, assim não dá.
CASTIEL: Como assim?
Agarrei a camisola dele, virei-me um pouco fazendo o Castiel deitar-se e eu fiquei sobre ele.
Comecei a beija-lo intensamente e ele tentou sentar-se, agarrei a nuca dele e enrolei o seu cabelo nos meus dedos puchando-o gentilmente, ele agarrou-me pela cintura e começou a percorrer as minhas costas à procura do feicho do vestido, eu levantei-lhe ligeiramente a camisola passando os dedos pelas suas costas.
Estávamos assim e o Castiel estava quase a abrir-me o feicho do vestido todo, quando o meu telemóvel toca.
CASTIEL: Atende, pode ser importante!- dizia entre o beijo.
KATE: Não deve ser nada.
Continuei a beija-lo agora mais intensamente.
CASTIEL:Anda lá atende!
Separei-me dele relutante e peguei no telemóvel, vi quem me estava a ligar e atendi.
KATE: Sim, Rosa?
ROSALYA: Não incomodo pois não?
KATE: Se eu disser que sim, vais ficar chateada!
ROSALYA: O que é que tu e o cabeça de tomate andam a fazer?
O Cast começou a beijar-me o pescoço e isso fez-me um pouco de cócegas.
KATE: Nada, só estamos a conversar.
ROSALYA: Vou fingir que acredito.
KATE: Olha Rosa eu agora tenho que desligar, falamos amanhã. Chau, beijinhos!
Desliguei a chamada e pousei-o.
KATE: Acho que já está na hora de eu ir dormir.
CASTIEL: A esta hora. Ainda é tão cedo.
KATE: Eu não me importo de dormir a acompanhada!
Cantarolei, levantando-me e Castiel segui-me.
Lá vai a minha noite de descanso! -pense.
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